quinta-feira, 19 de abril de 2018

"Deus castiga!"

Não sei se é Deus que castiga, se é o karma que funciona ou simplesmente há coisas na vida que estão destinadas para nos acontecer, mas sou temente a essa coisa de cuspir para o ar.
Essa coisa de afirmar "eu nunca!" ou "comigo vai ser assim" deixa-me sempre alarmada. Nunca digas nunca, já diz o ditado. Às vezes as coisas acontecem precisamente ao contrário, para nos ensinar uma lição. Por exemplo, o que mais vejo por aí são pessoas a afirmar à boca cheia que nunca na vida teriam filhos e depois assim acontece ou passarem anos a dizer que não os querem, depois mudam de ideias e simplesmente não conseguem engravidar. Ou pessoas que se acham muito espertas, que a elas não lhes acontece nada, e acaba por lhes acontecer precisamente o que eles tanto se armavam que não iria acontecer-lhes. Pessoas que criticam a vida dos outros e acabam por ser iguais, por lhes acontecer o mesmo. Pessoas que gozam dos filhos dos outros e depois têm pior em casa.

Sou temente a essas coisas. Não sei se realmente é Deus que castiga, cada um acredita no que quiser, mas tenho medo. De dizer ou fazer e depois acontecer tudo ao contrário. De ser "castigada" de alguma forma, para aprender a não achar que tenho certezas absolutas na vida. Sou muito cuidadosa neste aspeto, porque tenho mesmo medo de um dia sofrer na pele pelas coisas que digo ou faço. 

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Update de leituras

Em 2016 li 30 livros, no ano passado apenas 22 e este ano a meta é voltar aos 30, mas não está fácil. Entre trabalho, coisas de casa, séries e passeios, sobra pouco tempo para a leitura, que não tem sido prioridade. Ainda só li 6 livros este ano e sinto-me a fracassar no meu objetivo. Neste andamento, não vou conseguir atingir a minha meta, o que é sempre frustrante. Mas algo tem que mudar! Tenho que conseguir arranjar mais tempo porque, metas à parte, ler faz-me bem, faz-me crescer e aprender sempre alguma coisa nova e é algo que eu adoro. Não quero que ler seja uma imposição ou obrigação de algum género, mas sei que esta preguiça ou falta de tempo é porque vou pondo outras coisas menos importantes à frente. O objetivo, mais do que ler 30 livros, é passar menos tempo a fazer outras coisas menos relevantes (redes sociais, youtube, séries de treta) e dedicar-me mais às coisas que realmente gosto e me fazem bem, como ler. Vamos a isso!

terça-feira, 17 de abril de 2018

Dramas de uma dona de casa

Não sei como é que uma casa só com duas pessoas se suja tanto. Somos os dois limpinhos e asseados, guardamos as coisas no devido lugar quando acabamos de as usar, arrumamos a cozinha depois das refeições, não temos nada espalhado pela casa nem desorganizado... Não percebo. Não há motivo para ter a casa sempre cheia de pó e com necessidade de passar o aspirador de 2 em 2 dias. Nem sequer temos animais em casa. Está bem que passamos o dia todo em casa, na maioria dos dias, mas ainda assim. Limpo o pó e passado uns minutos já sei que lá está aquela camada quase imperceptível em cima dos móveis. E fomos espertos o suficiente para escolher móveis com uma cor que não se notasse logo o pó, como nos móveis pretos. Nem sequer temos as janelas abertas todo o dia ou todos os dias, que está um frio que não se pode. 

O pior é a cozinha, que acaba por ser o sítio mais usado e que mais se suja. Migalhas, gorduras, aqueles salpicos irritantes no fogão,etc. Mas limpamos todos os dias. As casas de banho também chateiam um bocado porque há sempre cabelos ou mini pelos colados aos azulejos ou à tijoleira. E as varandas? Só cabelos e pelos dos vizinhos, cotão. A tijoelira também não ajuda, fica toda manchada com qualquer poeira. Não vejo a hora de estar um tempinho mais apetecível para usar a mangueira e ter sempre as varandas lavadas sem morrer de hipotermia ou andar dentro e fora a ir buscar baldes de água. 
Sinto que precisava de passar o aspirador e o espanador todos os dias! Obviamente que não o faço porque também não sou louca para limpar a casa todos os dias, de cima a baixo, mas lá que me mete impressão ver a porcaria do cotão a formar-se na tijoleira.... Nem sei de onde é que aquela porcaria vem! 

Somos só dois e já é isto. Imagino um dia com filhos ou quem tem animais em casa.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Os selvagens dos meus vizinhos

Como já aqui referi algumas vezes, os meus vizinhos, quando morava em casa dos meus pais, eram praticamente uns santos. Tirando os miúdos do apartamento imediatamente ao lado que, estando de férias, às vezes se chateavam uns com os outros e andavam aos gritos, era tudo muito civilizado. Nunca ouvi bebés a chorar (e todos os vizinhos já tiveram bebés, crianças pequenas), pessoas a discutir ou qualquer tipo de barulho. Até quando celebravam aniversários tinham a consideração de avisar ou pedir desculpa pelo barulho (que nunca ouvi) no dia seguinte. Pessoas normais, portanto.
Entretanto vim morar para um aglomerado de prédios que mais parece um bairro. É verdade que a localização não tem a melhor reputação, mas foi o que se arranjou. Como o meu apartamento está no fundo do prédio, acabo por estar um pouco mais deslocalizada do centro da confusão e tudo estaria a correr bem, não fossem os vizinhos de baixo. Eu já lhes conhecia a fama muito antes de para cá vir viver, mas isto soa o ridículo.

Além do casal não trabalhar e ter que arranjar entretenimento discutindo várias vezes ao dia, têm quatro filhos pequenos que são uns selvagens. O facto de eles chorarem ou se zangarem uns com os outros não me incomoda nada, são crianças, é normal. Correr pela casa é um problema dos pais deles, embora se ouça na minha. Mas são coisas normais de crianças, eles têm que brincar. O problema são os berros. Estes miúdos só sabem berrar e fazem-no desde as 7 da manhã, mal abrem as pestanas, até que vão para a escola um pouco antes das 9h. Assim que regressam a casa, recomeça o espetáculo até irem dormir (felizmente dormem cedo). Um dos miúdos parece que só sabe comunicar aos gritos e faz aquele tipo de berro que até arranha a garganta, sabem? Com um raiva, uma agressividade, que nunca vi semelhante. E as coisas que chamam uns aos outros? O mais simpático é chamarem-se filhos da puta. O pior é que não é um daqueles palavrões que às vezes as crianças dizem porque ouviram alguém dizer, sem atribuírem significado. Estes dizem aqueles palavrões com um sentimento, uma vontade... Eu nunca vi igual. E os pais? Nunca ouvi os pais repreendê-los depois de um palavrão deste tipo ou pior. 
Também gostam de ouvir música muito alta, tão alta que o chão da minha casa treme, às sextas e ao fim de semana. Têm um cd que ouvem sempre de seguida, vira o disco e toca o mesmo, que parece que foi gravado por algum daqueles profissionais dos carrinhos de choque, porque a meio de uma música o som baixa e ouve-se alguém a falar com aquele tom de voz saído das animações de feiras. Juro. Ouvem Modern Talking e Leandro. Ligam o aspirador às 7 da manhã a qualquer dia da semana, é sempre uma surpresa, não há dia definido. E os pais têm uma capacidade de discutir que nunca vi igual. São capazes de começar a discutir à meia noite de um dia, dormem, acordam às 7h e discutem mais um bocado, ele sai para o café, volta e voltam a discutir, almoçam e discutem mais um bocado, ele volta ao café e temos paz, depois volta a meio da tarde e discutem mais um bocadinho até irem dormir. É isto. Juro que não sabia que uma discussão poderia demorar tanto tempo. 

Depois de um mês já me começo a habituar, mas é sempre engraçada a reação dos meus convidados quando os ouvem. Toda a gente fica estupefacta com o que se passa no apartamento de baixo. Nunca ninguém ouviu crianças dizerem tantos palavrões com tanto sentimento ou pais que não se pronunciam quando os filhos chamam filhos da puta uns aos outros. Aiii, que bom que é ter vizinhos selvagens! #sqn

sábado, 14 de abril de 2018

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Isto de ter idade para ser dona de casa...

Sei que para muita gente este clique nunca se dá, que há simplesmente quem não se interesse nada por estas coisas mas, para mim, um dos pontos de viragem para a vida adulta foi perceber que me entusiasmo mais com coisas de casa do que com roupas, malas e sapatos.

Não quer dizer que tenhamos todas que gostar do mesmo ou que deixamos de ter interesse nessas "futilidades", mas há outras coisas que passam a ser mais importantes (para alguns de nós, claro). Eu sempre gostei de roupas, sapatos, malas, maquilhagens, coisinhas de cabelo etc etc, mas nunca fui a louca das compras. Gosto de comprar, gosto de ter coisas bonitas, mas essas coisas só compro quando necessito mesmo de algo específico ou nos saldos. Não sou nada de ir espreitar sites de lojas de roupa para saber das novidades, por exemplo. São coisas que faço mesmo muito esporadicamente, muito mais para mostrar aqui do que para comprar. Quando era mais nova essas coisas interessavam-me mais porque tudo o resto ainda estava tão longe de acontecer que nem era um interesse. Agora dou em louca com coisas de casa. Adoro uma boa promoção. Vou aos sites tipo Worten e Ikea muito mais vezes do que alguma vez entrei no site da Pull&Bear ou da Zara. Nada me deixa mais feliz do que um aspirador por metade do preço, conseguir aqueles achados na secção de casa do Continente, comprar mais umas loiças para a cozinha... 

Acho que crescemos quando começamos a ter interesse e a ler com curiosidade as publicidades da Worten, do Continente e demais lojas que chegam à caixa de correio, fora das alturas do reinicio escolar e do Natal :)

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Ficar em casa é um caminho sem volta

A pessoa habitua-se a estar em casa e depois dá preguiça para fazer o que quer que seja na rua. Ter que vestir roupa de sair só para ir ao pão/correios/banco/compras é uma chatice. Dá preguiça. Se puder fazer tudo a partir de casa, melhor. Estas coisas passam a ser evitadas a todo o custo ou durante o maior tempo possível. 

Não invalida a vontade enorme que dá sair para arejar, passear, ver pessoas. Uma coisa é ser obrigado a sair para tratar de assuntos, isso dá preguiça, outra é sair para passear ou porque dá aquela vontade louca de mudar de ambiente. Assim já é bom...e normal. Um bocado contraditório, mas é isto a minha vida.