sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Lucky me

Posso ter muitos defeitos, que tenho, mas sou boa pessoa e só não ajudo se não puder mesmo. Os meus amigos podem ligar-me a qualquer hora, que eu atendo. Faço de tudo para ver felizes aqueles de quem gosto. Tento sempre ser uma pessoa melhor para mim e para as pessoas que amo. Não faço nada com segundas intenções, a pensar que um dia espero que me façam o mesmo. Ainda assim, gosto muito de sentir que todo o meu amor e carinho é recompensado. Gostamos todos, não é? Gosto muito de perceber que tenho pessoas que me amam na mesma medida que as amo a elas e que, tal como eu, largam tudo o que estiverem a fazer se eu pedir ajuda. Poucas coisas são tão boas quanto esta sensação de pertença e de entreajuda, de verdadeiro amor e carinho. 

Recentemente tive duas dessas demonstrações de amizade e do verdadeiro sentido de família que até me senti surpreendida por ser alvo de um carinho tão grande. Não esperava, a sério que não. Olhando para trás e pensando racionalmente, faz sentido que estas duas pessoas em particular fizessem o que fizeram, afinal de contas eu estive sempre presente em tudo o que elas precisaram, temos uma relação muito próxima, somos família e, acima de tudo, encaixamos muito enquanto pessoas. Mas juro que não esperava aquelas atitudes, daí que a sensação de espanto e agradecimento tenham sido tão avassaladoras. Eu sei que é meio lame, mas sinto-me inundada de amor. É nestas alturas que penso que, apesar de tudo, devo ter feito alguma coisa de muito certo na minha vida, para ter a sorte de ter pessoas assim tão boas para mim.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Sair debaixo das asas dos pais

Os meus pais sabem que os adoro mas que sempre estive desejosa de sair debaixo das asas deles, desde miúda. Sou muito independente nestas coisas, não gosto de me sentir presa nem gosto de dar justificações a ninguém. Não é que eles alguma vez me fizessem sentir sem liberdade, mas é sempre diferente viver com outras pessoas e ter que cumprir as regras e horários delas. Além de que, para mim, o curso natural da vida é mesmo deixar os pais seguirem o caminho deles e nós seguirmos o nosso. É o rumo natural da vida, os filhos têm que sair de casa e construir a vida deles, a família deles.

Vou ser muito sincera, não me custa nada sair de casa. Muito pelo contrário. Nunca fui daquelas crianças que vai a qualquer lado e quer ir logo para casa ter com os pais. Ficava duas ou três semanas em casa de tios, longe de casa, toda contente e não tinha saudades nenhumas de casa ou dos meus pais. Porque eu sabia que acabaria por voltar a casa e os meus pais estavam sempre disponíveis para mim, se eu precisasse. E agora é igual. Confesso que sempre me fez alguma confusão aquelas pessoas que dizem que choraram horrores quando saíram de casa porque tinham saudades dos pais ou que lhes custou muito deixar os pais. Vou viver noutra casa, não vou para a guerra ou deixar de os ver! Na prática, a única coisa que muda é que não vamos viver debaixo do mesmo teto mas vamos ver-nos sempre na mesma, vamos continuar a sair juntos, a fazer algumas refeições juntos, ... Vivi dois anos na minha cidade de estudante, a 30kms de casa, e nunca senti aquela necessidade louca de ter os meus pais por perto. Obviamente isto não significa que os amo menos ou que não preciso deles para nada. Claro que amo os meus pais, devo-lhes a minha vida como é óbvio, mas sou muito prática nestas coisas. Não quereria viver para sempre na sombra dos meus pais. Não podemos estar sempre dependentes dos nossos pais para tudo. Temos que crescer, fazer as coisas por nós mesmos, cair e levantar as vezes que forem necessárias. 

Eles vão estar lá sempre, vão sempre ser nossos pais e nós vamos sempre precisar deles. O melhor de tudo é podermos ir viver a nossa vida, sabendo que lhes podemos pedir conselhos, ajuda, que podemos voltar sempre que necessário. Mas nada como cada um ter o seu espaço, a sua vida, as suas coisas. Felizmente os meus pais pensam o mesmo que eu. Sabem perfeitamente que esta minha vontade imensa de sair de casa em nada tem a ver com eles ou com a forma como vivemos em família, mas sim pelo meu desejo de ser independente. Estão super contentes que eu vá fazer a minha vidinha (até porque já começam a pensar em netos, os doidos), embora a minha mãe esteja um bocadinho emotiva nos últimos dias. É mesmo assim.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Não tenho paciência para fofocas

Cada vez tenho menos paciência para ouvir fofocas e mexericos. Que é que me interessa a vida das pessoas? Porque fulana roubou, fulano deixou a mulher, cicrana ainda não arranjou emprego, morreu a mãe da tia da prima da vizinha...  Estou cada vez mais farta destas conversas de treta.
Isto nas terrinhas é prato do dia. Toda a gente conhece toda a gente e, pior, gosta de falar da vida dos outros. Se, por um lado, fico contente que alguém me conte que a pessoa x que eu conheço e com quem simpatizo até vai casar, ou teve um bebé ou qualquer coisa assim major, por outro não me aquece nem me arrefece saber destas coisas de outras pessoas da terra, só porque sim. Não me interessa nada, não acrescenta nada à minha vida, não quero ocupar quota mental com essas coisas. Irritam-me estes mexericos. E as teorias? Porque o mexerico vem sempre acompanhado de uma teoria qualquer que justifica aquele acontecimento.  

É preciso ser mesmo desocupado ou ter uma vida mesmo desinteressante para fazer da própria vida um constante fofocar de acontecimentos e suposições da vida dos outros. Tenho vizinhas que se dão ao trabalho de ir de propósito perguntar coisas a pessoas sobre determinados assuntos de terceiros. Tipo, who cares? Ou aquelas pessoas que passam a vida na janela a ver quem passa, quem entra e sai de casa e a que horas. Este fim de semana fui várias vezes ao apartamento onde vou morar, levar umas coisas e fazer limpezas, e esteve sempre um fulano do prédio da frente na janela, a ver. Estivemos em casa a tarde toda e sempre que eu ia à varanda levar lixo ou sempre que entrava e saía no carro, lá estava o homem na janela a olhar para o nosso apartamento. Não percebo, a sério. Estas pessoas não têm mais nada para fazer? Ainda na segunda a minha colega de trabalho me veio buscar a casa. Todo o tempo que estivemos paradas no carro para colocar moradas no GPS e coisas assim, estiveram as vizinhas coladas a olhar para nós, a tirar as medidas à pessoa, ao carro... Oh gentinha tão mexeriqueira. Têm que ver bem que é para depois poderem contar a fofoca com pormenores.

Estas coisas normalmente passam-me ao lado porque as coisas têm a importância que lhes damos. Que olhem, que falem, que comentem com este e aquele. Não me interessa. Só que às vezes torna-se desconfortável sentir que estamos sempre a ser observadas e avaliadas. E, na verdade, é uma questão genuína: eu não percebo mesmo como é que alguém pode sentir tanto interesse pela vida das outras pessoas, a ponto de ir procurar saber coisas, de ficar a espiar, de comentar com terceiros, de fazer mexericos. Porque é que a vida dos outros lhes interessa tanto?

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Maus agoiros e opiniões não solicitadas

Quando se começa a contar às pessoas que vamos viver juntos, além dos comentários felizes de quem nos quer bem (já agora: obrigada pelos vossos comentários carregados de carinho!), há sempre aquele comentariozinho maldoso, atirado como quem não quer a coisa, "agora é que vão ser elas! Agora é que vão ver o que é dividir tudo, partilhar a vida... Não é só um mar de rosas!". Então quando vêem com "quando se namora, ao fim do dia vai cada um para o seu lado, mas depois de viverem juntos têm que voltar para casa, mesmo que estejam chateados!", como se viver com alguém fosse uma prisão, as pessoas deixassem de ter liberdade para fazerem o que querem e são obrigadas a enfrentar o outro, a pedir desculpas e resolver as situações (então mas não fazem isto quando não vivem juntas?).

Não sei qual é a necessidade destes comentários porque 1) não me parece que a partilha de uma boa notícia seja o momento certo para começar com maus augúrios e 2) não me parece, igualmente, que duas pessoas adultas e que estão juntas há uma década precisem que as relembrem que a vida não é fácil e que as relações não são só beijinhos e abraços. Não é preciso viver com o/a namorado/a para perceber que é difícil viver com pessoas. Toda a gente sabe que viver com alguém, seja quem for, é um desafio, mais que não seja, nos primeiros tempos. 

Acho muito desagradável esta coisa de começar logo a destilar veneno e a minar a felicidade dos outros com estes comentários. Vão mandando estes bitaites assim como uma brincadeira, riem-se, mas eu não acho graça nenhuma, sinceramente. Qual é a necessidade disso? Fácil ou difícil, é uma adaptação e "toda a gente" passa por isso. Nem interessa aos outros como é que vamos lidar com as chatices do dia a dia ou se este passo vai fortalecer ou enfraquecer a relação. Não é preciso serem desagradáveis. Não percebo o que é que as pessoas têm na cabeça para fazer comentários deste género, a sério. Como escreveu um anónimo há dias num comentário, eu conheço pessoas muito estranhas.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A novidade que já queria ter partilhado há quase um ano...

Já tinha feito rascunhos deste post há quase um ano, quando tomamos a decisão, mas foi sempre faltando o timing certo para partilhar. Não é que não tivesse vontade, porque foi difícil guardar "segredo" durante quase um ano, mas acreditamos em partilhar apenas quando as coisas estão definidas e certas. Não queríamos estar a contar a toda a gente e depois não dar certo e foi o melhor que fizemos, porque demorou quase um ano a sair dos projetos para as certezas absolutas e não queríamos ter aquela pressão externa para fazer acontecer. Agora que está tudo mais do que encaminhado e estamos apenas à espera de peqeunos pormenores para ter tudo pronto, partilho com vocês mais uma fase importante da minha vida: vou viver com o meu namorado. Finalmente!

Demorou mas chegou o dia, aleluia! Obviamente sempre quisemos viver juntos mas decidimos começar realmente a poupar mais a sério e a ir comprando as coisas necessárias quando fizemos 10 anos de namoro, em Abril do ano passado. Tínhamos ambos começado a trabalhar "a sério", já estamos juntos há imenso tempo e a idade é mais do que propícia para isso, portanto decidimos avançar.
Foi um ano muito feliz. Apesar de todas as frustrações, de pensar que ainda faltava muito, dos percalços pelo caminho e da dificuldade que é gerir a minha falta de paciência e a pressa de ter tudo pronto e rápido, foi mesmo um ano bom de planeamento. Mesmo que esteja em desuso, adorei fazer enxoval, ir comprando coisas à medida que ia vendo algo que gostava, ir imaginando uma futura casa... Como alguém que sempre teve como um dos objetivos principais sair de casa e ter as suas próprias coisas, foi mesmo um ano muito bom para mim. Aliás, não só para mim mas para a relação em si. Foi um ano de planeamento, de sonhar juntos, de crescer enquanto casal. Senti que a nossa relação ficou "mais a sério" quando decidimos viver juntos, definimos um prazo na nossa cabeça e começamos a dar todos os passos nesse sentido. Não é que não sentisse já que era a sério, afinal de contas namoramos 10 anos até tomar essa decisão, mas parece que torna as coisas mais reais e adultas. A decisão de partilhar um teto é o assumir, também perante os outros, que estamos comprometidos com a relação e queremos passar a vida juntos e isso é importante para mim. Foram muitos os anos só a imaginar como será, quando será, e agora, finalmente, surge a oportunidade e começamos realmente a pôr os planos em prática e a tornar o sonho em realidade.

Já temos casa e já andamos a fazer parte da mudança, falta apenas mobilar a sala. O "recheio" está lá, depois faltam aqueles pormenores de decoração que tornam uma casa num lar à nossa medida. Não sei ao certo em que dia vamos para lá definitivamente, mas talvez seja no início do próximo mês. Mal posso esperar!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Digam de vossa justiça

Conhecem plataformas de vendas de livros usados? Sem ser OLX... Tenho aqui uns livros que queria vender para desocupar, mas não sei onde o fazer. Preferia que fosse pelo fb, que é mais simples, mas não encontro nenhum grupo. Têm alguma indicação? Também podem ser sítios físicos, se souberem de algum local que compre livros usados.