sábado, 23 de setembro de 2017

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Falta de confiança

Não se trata de ter baixa autoestima, que não tenho, mas tenho muitas vezes falta de autoconfiança. Eu até posso pensar que sou assim ou assado, mas tenho sempre dúvidas quanto ao que os outros pensam de mim. Não vou ser hipócrita e dizer que não me interessa a opinião dos outros porque é óbvio que sim, já que somos seres sociais, embora não sejam as opiniões dos outros sobre mim que me tirem o sono. A questão é que há sempre aquelas pessoas que queremos impressionar, agradar, que queremos mesmo que gostem de nós e nos achem espetaculares e é sempre com essas que tenho esta dificuldade em perceber o que é que elas poderiam ver em mim para nutrirem por mim a mesma afeição ou admiração que nutro por elas. 

Esta falta de confiança faz com que tenha muitas dificuldades em receber elogios. Fico seriamente envergonhada quando alguém (dessas pessoas que admiro e gosto) diz que tenho esta ou aquela qualidade e, embora fique contente, fico com aquela sensação de "mas porquê??". Não acho que sou assim tão especial quanto isso e fico mesmo a pensar que "I am not all that". 

Tenho consciência que sou simpática, empática e que facilmente crio ligações com as pessoas, mas não percebo o porquê de muitas dessas mesmas pessoas ficarem encantadas comigo e isso surpreende-me sinceramente. Já por diversas vezes me pus a pensar "mas por que diabo é que aquela pessoa gosta tanto de mim?". Não sei se isto faz sentido na cabeça de mais alguém. Tenho a noção que é muito dissonante ter a consciência das minhas capacidades mas não perceber o porquê das outras pessoas as reconhecerem. Nem me estou aqui a armar ao pingarelho que sou a pessoa mais fixe do mundo e todos gostam de mim porque nem seria verdade. Sou insegura e tenho sempre a expetativa que ninguém vai gostar de mim por eu ter este ou aquele defeito, por não ser mais assim ou assado, ou por achar que sou tão normal, tão sem graça, que não percebo o porquê dos outros verem algo mais em mim. Acho sempre que as pessoas que eu gosto são muito melhores do que eu em tantas e tantas coisas que fico incrédula por gostarem de mim também, mesmo eu tendo mil falhas. Não sei explicar melhor que isto. O facto de eu, ainda por cima, ter consciência de mim, do que sou, do que gosto, do que tenho de mau e de me aceitar mesmo assim e ter confiança para ser a pessoa que sou sem desculpas, só torna esta insegurança mais contraditória.  

Acho que o problema está, não tanto na forma como penso em mim, mas sim na forma como eu vejo os outros de quem gosto. Tenho aquela tendência de pensar que são as pessoas mais extraordinárias da vida e que são tão espetaculares que qualquer pessoa, incluindo eu mesma, só podem ser inferiores em qualidades do que elas. Acho que é isso que me faz sentir tão constrangida nos elogios que essas mesmas pessoas me fazem. Weird me. 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Coisas estranhas da minha vida

De sexta para sábado, estava a dormir quando sou acordada pelo meu telemóvel a tocar. Era meia noite em ponto e estavam a ligar-me de um número desconhecido. Com o sono, desliguei pois pensei que fosse engano. Quinze minutos depois, voltam a ligar. Atendi preocupada, disse "Estou" e desligaram. Logo de seguida voltam a ligar, voltei a atender e perguntei quem falava. A pessoa do outro lado era um homem, com voz grossa e rude. Perguntou-me quem falava,  mas obviamente não ia dizer o meu nome. Voltei a insistir que não sabia quem me estava a ligar e perguntei quem era. Disseram "Devo ter o número errado. Ou não". What? Gente louca. Disse que sim, que era o número errado de certeza porque eu não fazia ideia de quem estava a falar e não tinha esse número gravado. Desliguei. Já sabia que me iam ligar de novo, por isso bloqueei o número e não pensei mais nisso. 
Domingo à noite recebo mensagens desse número. A pedir para eu o deixar falar "comigo", que está na rua por minha causa, que está farto do que tinha e quer estar "comigo", para eu atender por favor. Vou ver os registos de chamadas e tinha-me tentado ligar nesse dia várias vezes. Já me estava a passar. Já lhe tinha dito que este número estava errado. Mandei mensagem a dizer que tinha o número errado e que agradecia que parasse de me ligar e de me mandar mensagens porque não o conheço de lado nenhum nem tenho este número guardado. Marquei o número como spam. 

Não faço ideia de quem seja esta pessoa mas, se for real, alguém lhe deu o número errado e o homem está desesperado. Chato, sempre a ligar, a insistir. Deve pensar que é o número correto e eu é que estou a fingir que não o conheço mas já falamos, não ia reconhecer logo pela voz que era a pessoa errada? Deve ser treta, alguém a gozar comigo. Se for, não percebo a piada destas brincadeiras. A sério, quem é que se lembra destas coisas? Seja como for, é incómodo. Uma pessoa sempre a insistir para falar, a ligar, a mandar mensagens... Coisa chata! E é que não faço mesmo ideia de quem seja.


Linkedin e os perverts desta vida

Era suposto o Linkedin ser uma ferramenta de trabalho e não uma rede social no sentido mais amplo do termo. Quando usado de forma adequada, é suposto que o Linkedin sirva para construir uma rede de conexões profissionais que nos catapultam para o mercado de trabalho. No fundo, o Linkedin é uma espécie de currículo online onde temos informações sobre a nossa educação e formação, o nosso perfil profissional. Só que começa a ficar quase igual ao facebook ou a qualquer app de engate.

Quando comecei a usar o Linkedin foi por conselho de amigos que trabalham na área de recrutamento e me disseram ser uma mais valia para quem procura emprego. Estava desempregada quando comecei a usá-lo mais e a apostar mais na criação do meu perfil. Comecei a conectar-me com pessoas que conhecia, pessoas mais ligadas à minha área de estudos e, entretanto, foram surgindo muitos pedidos de conexão de pessoas que nem sempre conheço. Verifico é que há uma quantidade louca de homens que não conheço de lado nenhum sempre a enviar-me pedidos. Não os conheço nem eles se relacionam com a minha área de estudos nem com a minha área profissional atual. Ou seja, qual é o critério utilizado por estas pessoas para me enviarem pedidos de conexão? É só pela foto? E depois enviam aquelas mensagens "Olá M. Obrigada por me teres adicionado. Vamos falar?". Não, não vamos falar. Nem aceito a maioria daquelas pessoas.

As pessoas querem fazer do Linkedin uma rede social como o facebook, onde pedem amizade a pessoas só pelas fotos e metem conversa como se fosse um site de engate. Não é essa o objetivo. Que falta de profissionalismo das pessoas, acharem que uma ferramenta profissional serve para isso. Uma coisa é adicionar pessoas que não conhecemos mas queremos ter essa conexão porque trabalham numa empresa para onde queremos trabalhar, porque são conexões importantes para o nosso trabalho, porque nos podem apresentar a outras dentro daquele círculo... É ótimo para quem trabalha em vendas, por exemplo, e quer conectar-se com clientes com quem vai tendo contacto. Agora estar a enviar pedidos de conexão com interesses recreativos... Para isso, vão para o Tinder ou para o facebook. 

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Coisas que me irritam

Detesto quando as pessoas tentam marcar alguma coisa comigo para o próprio dia, dizem "já te ligo para combinarmos melhor" e falarmos de detalhes e passam-se horas sem dizerem mais nada. Tipo dizer às 17h30 que vamos jantar e depois ligam para dizer a hora, passam 2 ou 3h e ainda não há notícias. A vontade é nem ir a lado nenhum.

Detesto que brinquem com o meu tempo. É algo a que dou muito valor, a forma como passo o meu tempo e a minha gestão do tempo. Sem contar que as coisas não são feitas do pé para a mão. Não é só "vamos jantar". É preciso saber horários e locais para me organizar. Tomar um banho ou mudar de roupa, saber o que vestir, arranjar-me. Não é que me emboneque toda para sair, mas gosto de ter tempo para me preparar com calma. E odeio que me deixem à espera. É das piores coisas que me podem fazer. O nosso tempo é a coisa mais preciosa que temos, não volta atrás, não pode ser recuperado. Uma vez gasto, adeus para sempre. E sabemos lá quanto tempo temos na vida. Desperdiçar tempo é das coisas que mais me deixa furiosa. Se não têm respeito pelo vosso tempo, tenham respeito pelo tempo dos outros. Custa assim tanto marcar coisas com antecedência ou tratar logo dos pormenores? Fico possuída!

Dramas capilares (isto quase que já dava um livro)

A cabeleireira onde eu vou é a única cabeleireira que eu conheço que só corta o que o cliente pede, nem um pouco a mais nem um pouco a menos. Os preços são imbatíveis, tendo em conta o que se pratica aqui na zona. É pertinho de minha casa. Alinha em todas as loucuras que lhe peçamos. A nível de pintura também faz bons trabalhos (embora continue a achar que não há ciência nenhuma em pintar um cabelo) e faz uns penteados com tranças muito giros. Tudo isto são vantagens, coisas que me fazem querer ficar com esta. O problema é que a mulher parou no tempo.

É uma rapariga nova, nem sequer 40 anos tem. Uma pessoa toda pra frente, sem chiquices e salamaleicos e eu gosto disso. Só que é uma cabeleireira da terrinha e está mais habituada a trabalhar com clientes velhas e/ou conservadoras, por isso não arrisca nada noutras coisas mais modernas. Para terem uma ideia, só sabem pentear o cabelo de três formas: ao natural, esticado ou cheio de caracóis tipo boneca de porcelana. No último dia em que lá fui, saíram de lá uma mulher nos seus 50 e outra ainda nem nos 30 e levavam exatamente o mesmo apanhado para um casamento. Não acho normal, a não ser que seja expressamente pedido pela cliente, que duas clientes com idades tão dispares levem o mesmo tipo de penteado. Eu pedi especificamente "umas ondas e não caracóis, não quero caracóis!" e saí de lá com uns cachos de fazer inveja a uma personagem de filmes de época. Deus nosso Senhor me dê paciência. Nem reclamei porque, de facto, percebo que não são capazes de melhor. 

Também percebi o porquê de eu andar sempre insatisfeita com o meu cabelo. É que até hoje ela ainda não foi capaz de reproduzir exatamente o que eu queria. Pedi umas madeixas "soltas", levei imagens do pinterest para mostrar, e saí de lá com madeixas todas certinhas um pouco abaixo da raiz. A cor está exatamente como eu queria (ao menos isso!) mas eu pretendia umas madeixas mais naturais, uma coisa tipo "olha aqui uma, olha ali outra", umas mais acima, outras mais abaixo, a apanhar o movimento do cabelo, e saí de lá a parecer que não pinto as raízes há 3 meses. Não era o pretendido. Já das outras vezes que tentamos saiu a mesma coisa e acho que o problema não sou eu que mudo de ideias mas sim elas que ainda não conseguiram fazer o que eu pedia. E levou-me um dinheirão por isto, que é outro dos males daquele sítio: nunca há preços fixos para nada. Às vezes pago x, no mês seguinte para fazer o mesmo pago y. Também diz que não pinta o cabelo a ninguém ao domingo, mas sei que faz isso a algumas. Para marcar é sempre uma confusão, quase que tem que ser com dois anos de antecedência... Oh pá, não estou nada satisfeita por várias razões.

O que me leva à parte chata que é ter que procurar uma nova cabeleireira que esteja atualizada, que saiba a diferença entre ondas e caracóis, que faça coisas giras e saiba fazer trabalhos técnicos tal como pedido, sem levar o couro e o cabelo no processo. Sei que há uma outra aqui na zona que cumpre alguns dos requisitos, mas nem sei. Também não gosto nada de andar sempre a mudar... Dilemas da vida. 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Já me imagino a dar-lhes uma oportunidade...

Fui, durante muitos anos, utilizadora de sapatilhas em exclusivo. Nunca calçava sandálias, botas ou sabrinas, só mesmo sapatilhas, como já comentei várias vezes por aqui. Gosto muito do conforto de umas boas sapatilhas, mas agora é raro usar. Acho que há outros tipos de calçado igualmente confortáveis e mais giros, mais formais, mais adequados a certos tipos de roupas/estilos.

Lembro-me de quando era miúda as sapatilhas da New Balance serem só mais umas e que nem se chegavam aos calcanhares das Nike ou Adidas. Depois houve um boom qualquer e todo o mundo quer ter umas. Confesso que acho os modelos, regra geral, demasiado espalhafatosos para o meu gosto. Gosto de sapatilhas mais simples e discretas e aquele tecido também nunca me convenceu. A junção de várias cores que algumas têm também não é bem a minha cena, por isso nunca pensei sequer comprar umas. Os modelos mais masculinos têm sempre coisas mais interessantes que os modelos femininos, na minha opinião, por isso esta não é uma marca que eu analise antes de comprar um par de sapatilhas. 
Ao ver as novidades do primetag, decidi ir espreitar a parte da New Balance e descobri uns modelos que contrariaram este meu preconceito contra a marca. Ora vejam:


Os preços são um bocadinho elevados para o uso que eu acabo por dar, mas sempre já são mais discretas! Gostei mais do modelo mais claro, apesar de achar que se devem estragar facilmente e sujar que é uma beleza.

Vocês gostam desta marca? 

Será só no meu círculo de conhecimentos ou é geral?

É impressão minha ou toda a gente decidiu casar e ter filhos este ano? A quantidade de pedidos de casamento, festas de casamento e anúncios de gravidez que já vi este ano é surreal. Fico contente, é sinal que as pessoas estão a cumprir projetos de vida, que estão felizes, mas a sério que não me lembro de haver um ano com tantos acontecimentos deste tipo como este 2017. Que bom!